A comentada “Th1rteen Reasons Why”, disponível no Netflix desde o fim de março, chega aos olhos do público em um momento oportuno. Ao mesmo tempo em que a imprensa e a polícia buscam novos detalhes acerca do jogo Baleia Azul, no qual o último estágio é o suicídio, a produção exemplifica uma série de problemas envolvendo adolescentes e jovens — tormentos que, sim, alimentam a depressão.

Ambientada em um típico colégio estadunidense, a série gira em torno do suicídio de Hannah Baker (Katherine Langford), vítima de abusos psicológicos e físicos que gravou em 13 fitas, daí vem o nome da produção, os motivos que a levou a tirar a própria vida. Apesar da garota ser a protagonista, “Th1rteen Reasons Why” se desenrola com Clay (Dylan Minnette), um dos últimos a receber o material deixado pela jovem.

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Atuação da atriz Katherine Langford, a intérprete de Hannah Baker, é exemplar

Para além da qualidade cinematográfica, questionável uma vez que o roteiro desliza em uns pontos e a edição em outros, fazendo com que seja inviável uma maratona, a série lança luz no bullying comumente presente nas instituições de ensino. E, com isso, deixa claro que as pessoas, de uma maneira generalizada mesmo, estão mais interessadas em olhar para as redes sociais do que para o outro. Boatos maliciosos, piadas ofensivas, famílias desestruturas, profissionais da educação incapacitados, uso excessivo de drogas, abuso físico, psicológico e sexual estão espalhados pelos episódios.

A falta de credibilidade da mulher, em uma sociedade que se discute cada vez mais o machismo, também se faz presente. Em certo momento, por exemplo, uma das personagens questiona: “Você sabe o que acontece quando garotas pedem ajuda?”. A indagação, uma representação fiel do que acontece no mundo exterior à série, evidencia ainda mais que a vítima, diante das autoridades ou dos conselheiros, não encontra nenhum respaldo para denunciar os agressores, mas, na maioria das vezes, se depara com perguntas que a faz se sentir culpada por ter sido violentada.

Definitivamente, “Th1rteen Reasons Why” não é necessariamente uma simples produção de entretenimento, mas, sim, um alerta para pais, educadores, pessoas que estão diariamente em contato com crianças e adolescentes e, claro, para a sociedade em geral — uma sociedade que precisa deixar o egoísmo de lado e, obviamente, olhar melhor para os filhos, sobrinhos, amigos…

Possibilidade. O sucesso de “Th1rteen Reasons Why”, que tem entre os produtores executivos a cantora e atriz Selena Gomez, traz à tona a possibilidade de uma segunda temporada. Nos novos episódios, a série pretende explorar problemas que ficaram ofuscados na primeira e ainda lançar luz em outros temas. A continuação ainda não foi confirmada pelos produtores nem pelo Netflix.

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