Sim, moro em um país tropical e abençoado por Deus. E ele, quando foi distribuir notas musicais, fez o belíssimo favor de entregar várias para um tal de Jorge Ben Jor, carioca honestamente homenageado neste domingo, dia 28 de maio, na Praça da Estação, em Belo Horizonte. Skank e Céu, além do próprio Jorge Ben, eram os convidados da festa Nivea Viva, que fez muita gente dançar, admirar e voltar para casa rouco de tanto cantar os clássicos ali apresentados. O que não deu para fazer muito bem foi beber algumas cervejas (leia até o fim, rsrs).

Interpretar as canções de Jorge Ben Jor — dono de mais hits do que de canções lado B — pode até ter sido um desafio e tanto para os convidados da vez. Porém, Skank e Céu se desprenderam do cover e conseguiram, entre uma música e outra, imprimir certa identidade às canções. Os mineiros com sua energia e cacoetes; e a paulista com seu agudo e charme vocal.

O Viva Nivea, patrocinado pela empresa que dá nome ao evento, teve início com o Skank desfiando o balanço “O Dia em que o Sol Declarou Seu Amor Pela Terra”. A canção deixou escancarada a alegria dos mineiros em integrar o espetáculo. Samuel Rosa, a propósito, chegou a dizer que, provavelmente, “sem Jorge Ben, não haveria Skank”. O vocalista, no que foi apresentando o repertório, ainda salientou que “Oé Oé Faz o Carro de Boi na Estrada” é a canção mais mineira do homenageado.

Céu, por sua vez, iluminou o palco ao som de “País Tropical”, faixa que foi repetida no fim do espetáculo, como se fosse o hino da noite. A participação dela, apesar de valorosa, foi mais tímida se comparada a do Skank. Com poucas falas, ela cantou, dançou e encantou seus admiradores, cientes de que poderia ter brilhado muito mais.

Veja fotos do Nivea Viva Jorge Ben Jor no nosso Instagram

Homenageado. Com Skank e Céu ainda no palco, sem nenhum intervalo entre um artista e outro, Jorge Ben Jor entrou com a oração “Jorge de Capadócia”. Independentemente da religião, os versos foram lindamente entoados, abençoando e protegendo todos que ali estavam. Amém!

Jorge Ben desfiou mais alguns clássicos, mostrou produções mais recentes e, como sempre acontece, conversou pouco, quase nada mesmo, com o público. No palco, cumpriu seu papel, mostrou o motivo pelo qual foi homenageado, mostrou seu vigor em cena e mostrou que, sim, é um sujeito abençoado por Deus, além de ser flamenguista.

Ao todo, o Nivea Viva teve cerca de três horas de duração. O ponto positivo é que o show começou às 16h48, com apenas 18 minutos de atraso. Já o ponto negativo é que cantar e dançar por quase 180 minutos faz qualquer um ter sede, muita sede, e, por conta da falta de ambulantes, não estava nada fácil comprar uma cerveja gelada.

Foto Felipe Pedrosa
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