Edir Macedo tem uma história e tanto de vida. Mas seu filme, o “Nada a Perder”, que chega às salas de cinema na quinta-feira, dia 29 de março, mais parece uma novelinha do “Fala que Eu Te Escuto”, da Record TV, do que propriamente uma obra cinematográfica. O blog Trem Para Fazer conferiu a premier do longa-metragem no Cineart Ponteio, em Belo Horizonte, e conta para vocês qual é a pegada!

‘PANTERA NEGRA’ É EMPODERADO DO INÍCIO AO FIM

Com um investimento na casa dos R$ 16 milhões, o filme “Nada a Perder”, sem nenhum julgamento religioso, não tem ritmo. O longa-metragem começa bem, com Edir Macedo sofrendo bullying ainda na infância por conta de uma deficiência nas mãos, mas perde o glamour ao saltar rapidamente para a adolescência e a vida adulta. Além da passagem de tempo abrupta, os problemas, como a postura machista pré-casamento, são resolvidos como em um passe de mágica. Coisa de novela infantil! Ou melhor, linha seguida pelo programa “Fala que Eu Te Custo”, na qual vidas são transformadas em um estalar de dedos.

Como disse, Edir Macedo tem uma história interessante, principalmente por ser fundador de uma das maiores igrejas evangélicas do país. No entanto, o que vemos em cena é uma costura de retalhos, em que o protagonista é humilhado quase que na mesma proporção de Jó, um dos mais icônicos personagens da Bíblia, ressurgindo logo após em uma mansão e rodeado de adoradores. Talvez, essa tenha sido a referência de Alexandre Avancini, responsável pela direção do longa.

VEJA O TRAILER DE “NADA A PERDER”

O filme, que trás bons nomes da cena artística brasileira, como Petrônio Gontijo, Dalton Vigh, Beth Goulart, André Gonçalves, entre outros, ainda tenta colocar um ponto final em questões polêmicas. O enriquecimento ilegal de Edir Macedo e a adoção de Moysés, que, segundo o longa-metragem, foi doado por uma moradora de rua, estão presentes.

Algumas curiosidades da vida de Edir Macedo, como o fato de ser cunhado do missionário R.R.Soares, da Igreja Internacional da Graça de Deus, e sua negociação com Silvio Santos, quando adquiriu a Record TV, salvam o filme. Aliás, é interessante também rever alguns clássicos do automobilismo brasileiro em cena, como o Fusca, o Opala Diplomata, a TL e, mais recente, o Omega, belíssima banheira da Chevrolet.

Foto Paris Filmes/Divulgação
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Por fim, o filme “Nada a Perder” tinha uma boa história, como a saga dos fiéis em pedir a liberdade de Edir Macedo preso injustamente, mas ficou estagnado no clichê e na forçada propaganda positiva do líder religioso — até mesmo o caos econômico brasileiro, na era Fernando Collor, aparece como um milagre de Deus para a compra da emissora de TV. O longa-metragem, parafraseando a Bíblia Sagrada, é apenas “vaidade de vaidade” do líder cristão. E a segunda parte vem por aí! Aguarde!

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