Subitamente, criaturas dotadas de uma couraça indestrutível, garras afiadíssimas e com sede de sangue devastam o mundo que conhecemos. Sem entender a origem do mal, o que restou da humanidade se refugia nas matas e nos campos, logo após descobrir que os invasores, apesar de cegos, possuem uma audição impecável. E a recomendação passa a ser bem clara: fique em silêncio e permaneça vivo! Esse é o cenário em que uma família está inserida no bom suspense “Um Lugar Silencioso”.

CONFIRA O TRAILER

Dirigido e protagonizado pelo conhecido ator de comédia romântica John Krasinski (“O Noivo da Minha Melhor Amiga”), o longa conta ainda com a belíssima e competente atriz britânica Emily Blunt (“No Limite do Amanhã”) – esposa de Krasinski na vida real –, além dos atores mirins Noah Jupe (“The Titan”, da Netflix) e da desconhecida Millicent Simmonds (“Sem Fôlego”).

Mesmo que cenários pós-apocalípticos e ameaças alienígenas sejam um tanto quanto recorrentes nos filmes dos últimos anos, “Um Lugar Silencioso” possui uma história inovadora que possibilita ao diretor explorar todo seu conhecimento cinematográfico. Isso porque, dadas as circunstâncias, os personagens não podem se comunicar pelo meio tradicional e ficam limitados à linguagem de sinais em boa parte da obra. É aí o charme do filme! Krasinski consegue nos brindar com algo realmente curioso e belo ao passar todas as informações apenas com imagens e sons. O que funciona não só pelas competências do diretor e da equipe de áudio, mas em muito pela qualidade dos atores.

Fotos Paramount Brasil/Divulgação
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PREVISIBILIDADE

Contudo, navegando em uma aparente influência de M. Night Shyamalan, Krasinski força a barra com situações, fatos e atitudes um tanto quanto contraditórios e que dificilmente ocorreriam em uma situação real com as mesmas circunstâncias. O que até pode ser relevado em respeito à licença poética. Mas aí nos deparamos com a previsibilidade latente do roteiro que poderia ter sido contornada.

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E, além de não conseguir surpreender, “Um Lugar Silencioso” não assusta. Fora uma cena forte, logo aos dez minutos de filme, o suspense não se faz tão presente. Quem espera sustos e arrepios, pode se decepcionar um pouco, mas a beleza da construção narrativa quase sem texto e a curiosidade sobre como será o desfecho de algo tão ameaçador até que faz valer o ingresso.

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