Desde o fim dos anos 90, a distância entre os países foi consideravelmente reduzida graças a chamada globalização. Com o advento da internet, a mudança no cenário político-social-comunicacional permitiu que fôssemos bombardeados com notícias do mundo todo. Residindo em um país ocidental como o Brasil, não é difícil consumirmos e simpatizarmos com as ideologias e tendências norte-americanas, mas será que estamos vendo todo o quadro? Essa é a pergunta que a diretora indiana MIRA NAIR procura responder no bom filme “O RELUTANTE FUNDAMENTALISTA”, mais uma obra pouco conhecida que chegou na Netflix.

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Changez Khan (Riz Ahmed), um brilhante analista de finanças paquistanês, busca seu lugar ao sol nos Estados Unidos. Com competência e dedicação, logo consegue entrar para uma companhia de Wall Street, tornando-se em poucos meses braço direito do CEO Jim Cross (Kiefer Sutherland). Pouco tempo depois, Changez se envolve com a artista plástica Erica (Kate Hudson), que ele acaba descobrindo ser filha do seu mentor. Como milhares de estrangeiros nos Estado Unidos, o jovem vive o sonho americano, mas parece que tudo muda com os atentados às torres gêmeas em 11 de setembro.

Nair constrói o enredo por meio de uma narrativa dentro de outra. Uma vez que o filme se passa, na verdade, em uma faculdade de Lahore, no Paquistão, na qual o então professor Changez é entrevistado pelo jornalista americano Bobby Lincoln (Liev Schreiber). Na verdade, o repórter é um agente da CIA e suspeita que o paquistanês esteja envolvido no sequestro de um professor americano da mesma faculdade. Ao concordar em dar a entrevista, o analista faz um pedido: “Por favor, ouça toda a história, desde o início. Não só alguns trechos”. E, a partir daí, ele passa a relatar o que o fez desistir da carreira na América do Norte.

Foto Netflix/Divulgação
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O pedido feito por Changez é direcionado ao telespectador, uma vez que o filme — baseado no livro de mesmo nome do autor paquistanês Mohsin Hamid —  faz um papel semelhante ao de “Guerra ao Terror” (2010). A obra, semelhantemente dirigida por uma mulher, Kathryn Bigelow, também busca lançar uma reflexão acerca das precipitadas ações do governo americano, suas justificativas para tal e a propagação da xenofobia que tais justificativas causam. E, apesar de o filme ter sido lançado em 2014, a reflexão se faz bastante pertinente em tempos de polarização política, principalmente no Brasil.

Um comentário em “Dica Netflix: ‘O Relutante Fundamentalista’ lança luz nas ações dos EUA

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