No início dos anos 2000, “Scary Movie”, do diretor Keenen Ivory Wayans, satirizou a onda “terror juvenil” que assolava a indústria cinematográfica, fez graça com os clichês dos sucessos de bilheteria da época e quebrou a chamada quarta parede (película imaginária que separa o público da história narrada). O humorístico foi tão bem recebido que virou franquia: cinco sequências foram lançadas entre 2000 e 2013. Dezoito anos depois, em meio a uma avalanche de super-heróis e logo após a estreia de “Vingadores: Guerra Infinita”, o longa-metragem “Deadpool 2” repete a fórmula e chega para confirmar qual é sua função nesse atual fenômeno de “salvar o mundo”: gozar!

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Sim, o super-herói, ou anti-herói, como queiram chamá-lo, Deadpool (Ryan Reynolds) tem como principal função gozar. Ele goza com a própria desgraça, com o baixo orçamento do filme, com os sucessos da temporada, com os filmes de heróis, com o politicamente correto, com as referências do universo pop e, claro, com todo o elenco do longa-metragem. O Mercenário, por exemplo, repete incontáveis vezes que Reynolds, que aqui assina a produção e o roteiro, além de protagonizar a sequência, errou feio ao aceitar dar vida ao personagem Lanterna Verde, em 2011.

As ótimas gozações de “Deadpool 2”, porém, não se limitam às piadas internas. O longa-metragem, que chega aos cinemas de todo o país nesta quinta-feira, dia 17, faz graça com o Agente 007, com a cantora Beyoncé, com o bruxo Harry Potter, com a banda A-ha, com o RoboCop… e, obviamente, com seu inimigo número um: Wolverine. Inclusive, o personagem ícone da Marvel é citado do começo ao fim no novo filme capitaneado por David Leitch, um exímio coordenador de dublês (isso é sério!).

CRÍTICA.
E, se não fossem as piadas, os sarcasmos, as referências que deixam Quentin Tarantino quase no chinelo e o escracho sem limites, “Deadpool 2” seria um forte candidato ao fracasso de 2018. No enredo central, o Mercenário Tagarela acaba de perder uma pessoa especial e está na fossa. Enquanto tenta superar a dor e ao lado da equipe de mutantes X-Men, mesmo que contra sua vontade, ele conhece o jovem Russel (Julian Dennison), dono de um super-poder cabuloso.

Deadpool e Russel, logo após esse encontro, acabam indo parar na “geladeira”, uma prisão preparada para conter mutantes perigosos. Por lá, surge Cable (Josh Brolin), um homem do futuro que volta ao passado para exterminar o novo amigo do nosso Mercenário. É a partir daí que todo o enredo do longa-metragem se desenrola: chegam alguns outros mutantes, a X-Force é criada, o Fanático dos X-Men surge… e por aí vai!

Por fim, assim como disse no começo deste texto, “Deadpool 2”, não muito diferente do seu primeiro filme, que foi lançado em 2016, tem como função principal gozar! E graças aos malucos “fumadores de maconha”, como os roteiristas são descritos nos créditos, a função do Mercenário Tagarela é essa! Já não aguentava mais ver um mascarado salvando o planeta terra de ser exterminado para todo o sempre…

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