Em menos de duas horas, em uma Esplanada do Mineirão não tão lotada, Ozzy Osbourne provou porque é chamado de Príncipe das Trevas. Sob uma cruz, principal símbolo do cristianismo, o roqueiro invocou as clássicas da sua carreira solo e, como já era esperado, presenteou os fãs com “Fairies Wear Boots”, “War Pigs” e “Paranoid”, do Black Sabbath, banda que mudou a história da música mundial, na noite de sexta-feira, dia 18, em Belo Horizonte.

Enquanto parte do público ainda acessava a Pista e a Pista Premium, os primeiros acordes foram entoados às 21h15 (o show estava previsto para começar às 21h). Teve gente saindo correndo do banheiro, abandonando as vendedoras de cerveja e paralisada diante do Pai do Heavy Metal, que, segundo planejado, se despede das apresentações mundiais com o show “No More Tours”. E não era para menos! Aos 69 anos, Ozzy ainda parece um garoto: dança, balança os braços, faz careta, grita, bate cabeça, corre de um lado para o outro e, sim, encanta a multidão.

ozzy-osbourne1.jpg

“Bark at the Moon” foi a primeira canção apresentada por Ozzy, que, na sequência, costurou “Mr. Crowley”, “I Don’t Know”, “Fairies Wear Boots”, “Suicide Solution”, entre outras. Todas foram cantadas pelo público, mesmo uns e outros torcendo o nariz para a balada “Road to Nowhere”. Foi nesse momento que muita gente aproveitou para “tirar água do joelho” e buscar mais uma gelada de R$ 12. Aliás, uma pena os copos pretos personalizados com o nome do protagonista dessa sexta-feira terem chegado ao fim — eu mesmo fiquei sem essa lembrança da terceira e, provavelmente, última passagem do roqueiro pela Terra das Alterosas!

Mesmo sem a presença de Ozzy, que saiu de cena para recarregar as energias ou invocar novos espíritos, os solos de Zakk Wylde (guitarra) e Tommy Clufetos (bateria) foram pontos altos do show. Era quase que impossível desgrudar os olhos dos telões focalizados nas mãos de Wylde e, depois, dos movimentos absurdamente ensaiados de Clufetos. Considerando, claro, a potência sonora desse espetáculo à parte!

ozzy-osbourne2.jpg

Pouco antes das 23h, ao som de “Paranoid”, Ozzy se despediu do público, de BH, de Minas e, de certa maneira, dos grandes palcos. Não teve nenhum coro, como o nada demoníaco “olê, olê, Ozzy, Ozzy” gritado na capital mineira, que fizesse o Príncipe das Trevas ressurgir das chamas e cantar o que seria a 16ª faixa da noite. Haverá uma nova oportunidade de ver e o ouvir o Pai do Heavy Metal ao vivo? Não há resposta para tal questionamento. E, de fato, cometeu um pecado quem não disse adeus!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s